Quem tramou Saldanha Sanches?

quinta-feira, junho 28, 2007


Pois é....!!

Tramaram o nosso estimado Saldanha Sanches. Não bastava já o facto de ser um dos professores da história da FDL com mais lenta ascensão na carreira académica, eis que chega a hora da verdade e o Professor chumba.

Tendo em conta a composição do jurí, lanço aqui um desafio: adivinhar quem tramou tão Ilustre Mestre e, já agora, as razões!!


in Correio da Manhã (parafraseando Pinto da Costa: "o mais sério diário de Portugal"

O fiscalista Saldanha Sanches chumbou, ontem, nas provas públicas para professor agregado da Faculdade de Direito de Lisboa – o último grau da carreira académica. Só os professores agregados podem ascender à cátedra, que é atribuída por vaga. Os nove professores do júri deram-lhe seis bolas pretas e três brancas.


“O júri não tinha suficiente conhecimento para discutir a minha tese”, disse ao CM o fiscalista, que apresentou um trabalho sobre “Limites do planeamento fiscal”. Apesar de considerar que a reprovação foi um “ajuste de contas”, Saldanha Sanches não vai recorrer aos tribunais nem requerer a repetição do exame, e mantém-se na faculdade: “Gosto muito de dar aulas e os meus alunos gostam muito de mim.”

O mandatário financeiro de António Costa não relaciona o ‘chumbo’ com motivações políticas, mas sim com uma questão de “afirmação de poder dentro da faculdade”. “Houve pessoas com posições políticas diferentes das minhas que se portaram com grande verticalidade”, disse, acrescentando que foi o último aluno a ser examinado com o sistema de votação secreta. “Não é por acaso que sou chumbado numa altura em que a faculdade está a renovar-se.”

O júri que decidiu o ‘chumbo’ inédito - primeiro neste tipo de provas em Direito - foi constituído por dois catedráticos de outras faculdades (Braga de Macedo e Diogo Leite Campos) e sete internos: Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Miranda, Menezes Cordeiro, Fausto de Quadros, Teixeira de Sousa (director da faculdade), Paulo Otero e Paz Ferreira.

PERFIL

José Luís Saldanha Sanches, 63 anos, natural de Lisboa, é doutorado em Direito e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É um dos mais prestigiados fiscalistas, e um dos rostos da luta contra a corrupção.

DISCURSO DIRECTO

- Tive algum prazer em verificar que o Diogo Leite Campos era incapaz de discutir a minha tese

- O júri passou ao lado do que apresentei. Não tinham suficiente conhececimento para discutir a minha tese

- Sou uma presença incómoda para algumas pessoas e pretendo continuar a ser tão incómodo quanto possível

- Muitos colegas manifestaram-me a sua solidariedade e isso reconfortou-me

- Foi uma questão de afirmação de poder dentro da faculdade. Houve pessoas com posições políticas diferentes das minhas que se portaram com grande verticalidade

- Não vou recorrer aos tribunais nem vou repetir a prova

Saldanha Sanches

Grande Mona!

segunda-feira, junho 25, 2007

Na revista Única do Jornal Expresso de 23 de Junho de 2007, vem uma rábula irresistível que ilustra bem o conceito "Joe Berardo":

"Entrevistador: Ainda se lembra qual foi o primeiro quadro que comprou na sua vida?"
"Joe Berardo: Perfeitamente. Fui comprar a mobília para a minha casa na África do Sul. Vi um quadro na parede e pedi à minha mulher para lhes perguntar quanto queriam por ele. Na altura o meu inglês era fraco. Gostei do quadro e comprei-o. Em casa percebi que era uma reprodução impressa. Quando vi isso, disse para mim: “filhos, no primeiro quadro que comprei, já me enganaram”. Ainda censurei a minha mulher por não me ter avisado, mas ela disse-me: “Joe, se tu querias o original tinhas de ir ao Louvre, porque isso é a Mona Lisa”. Nem foi caro, e quando o comprei estava extremamente feliz”

Esta pequena pérola trágico-cómica serve essencialmente para demonstrar o potencial de um homem obstinado! O Joe Berardo tem muito de português, e quase que adivinho o primeiro pensamento do Comendador após ter percebido que havia sido enganado: “Hei-de conseguir impingir esta Mona a algum otário pelo dobro do preço que esta me custou… e quem será esse tal de Louvre?”

Apesar do engano, Joe Berardo não saiu mal na fotografia, afinal, apesar de não saber distinguir uma fotocópia de um original com 500 anos, o Comendador apaixonou-se pelo sorriso enigmático da Gioconda! Seria bem pior se tivesse optado pela pintura clássica do “menino que chora” ou pela mítica imagem dos “cães a jogar póquer” numa sala de jogo.

Mas após a leitura deste incrédulo epitáfio é que percebi a verdadeira natureza da obsessão de Joe Berardo por arte: PIRRAÇA! O Comendador ficou de tal forma inquietado que terá feito a promessa de que seria o proprietário de um vasto e respeitado espólio artístico! E não satisfeito com o seu monumental feito, ainda conseguiu vergar um governo à satisfação do seu capricho pela escolha do CCB (futuro “Joe Berardo’s Place”) tendo já alinhavada a venda, por atacado, de toda aquela modernice à qual ele nem sequer deve achar muita graça...

Mas Joe Berardo tem mérito! Ele soube rodear-se dos marchands certos e tem um inquestionável faro para o dinheiro, está-lhe no sangue, seguramente ele terá um cromossoma $ gravado no seu genoma.

Bem-haja Comendador! Só lhe peço encarecidamente é que não compre muitas cópias de Mona Lisa para o já “martelado” plantel do SLB!

Chris Cornell - Billie Jean

sexta-feira, junho 22, 2007

Quem alguma vez imaginaria que "Billie Jean" poderia ser grunge!

Arte?

quarta-feira, junho 13, 2007


Arte (do latin ars, significando técnica ou habilidade) normalmente é entendida como a actividade ligada a manifestações de ordem estética por parte do ser humano.

A definição de arte, no entanto, é fruto de um processo sócio-cultural e depende do momento histórico em questão, variando bastante ao longo do tempo.

Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que “nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte, existem somente artistas”. Esta afirmação é de facto curiosa, e pode ser corroborada, ou não, pela realização deste Quiz!

Ota ou Ota(rios)

sexta-feira, junho 01, 2007


Ota: 22 factos indesmentíveis

in www.iol.pt

São «22 factos indesmentíveis sobre o Novo Aeroporto de Lisboa». Depois do livro «O erro da Ota», e usando-o como ferramenta de trabalho, o responsável editorial do trabalho, Mendo Castro Henriques, juntamente com alguns co-autores do livro, elaborou um documento com um conjunto de factos «indesmentíveis».

O relatório já foi entregue aos deputados da Assembleia da República para servir de base para o debate com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, que irá ao Parlamento falar sobre a Ota no próximo dia 6 de Junho.

Esta sexta-feira, Mendo Castro Henriques, professor na Universidade Católica, vai estar no PortugalDiário, por volta das 16:30, para responder às perguntas que os leitores quiserem colocar sobre a Ota.

Conheça os 22 factos:

1 - Não existe nenhum estudo que indique a Ota como o melhor local para o novo aeroporto.

2 - Em todos os estudos onde a opção Ota foi analisada, foi sempre considerada a mais cara.

3 - A decisão pela localização Ota foi tomada, em 1999, com base num Estudo Preliminar de Impacto Ambiental (EPIA) incompleto e insuficiente.

4 e 5 - Entre os vários descritores usados no EPIA, a Comissão de Acompanhamento do Novo Aeroporto considerou «deficiente» a abordagem feita aos «Recursos Hídricos» e aos «Risco de Colisão de Aeronaves com Aves». Dois pontos usados para eliminar Rio Frio.

6 - O site da NAER não disponibilizou a totalidade dos estudos em Novembro de 2005. Foram omitidos estudos importantes, como o realizado pela ANA em 1994 e que escolhia o Montijo, e cortaram-se partes de outros documentos.

7 - O estudo de 1999, que apenas compara Ota e Rio Frio, não justifica a exclusão da localização Montijo, que até então tinha «ganho» em todos os relatórios.

8 - Os capítulos das conclusões do EPIA da Ota e do Rio Frio são cópias um do outro.

9 - Alguns factos foram deturpados de modo a legitimar a escolha da Ota.

10 - A decisão foi tomada sem que tenham sido avaliadas todas as determinantes: não foi instalado um posto meteorológico na Ota; não foi estudada a implicação da gestão do espaço aéreo; não foram estudados os acessos nem as características dos solos.

11 - A solução «Portela + 1» foi abandonada por causa da escolha da Ota. Todas as restantes localizações são compatíveis com a utilização simultânea da Portela.

12 - A Ota terá uma vida útil muito inferior ao Aeroporto da Portela, que já passou os 60 anos de vida. A Ota pode «viver» 30/40 anos.

13 - O novo aeroporto será pago pelo Estado e pelos contribuintes.

14 - Lisboa ficará menos competitiva. Por exemplo, as taxas de aeroporto serão mais elevadas na Ota.

15 - A TAP será menos competitiva. O processo do aeroporto de Atenas, inaugurado em 2001, é semelhante ao da Ota. A companhia aérea grega declarou falência em 2003.

16 - A privatização da ANA como parte do negócio da Ota, significa dar a uma entidade privada a gestão de quase todos os aeroportos portugueses.

17 - Há factos que obrigam a reequacionar a opção Ota. Cresceram as Low cost. O traçado do TGV foi alterado e passar na Ota obriga a «ginástica».

18 - Não foram criados mecanismos para tributar mais valias nos terrenos da Ota.

19 - O turismo perde. Estudos efectuados mostram uma quebra de 15,6 por cento no turismo de Lisboa.

20 - Por causa da Ota a linha do TGV Lisboa/Porto será apenas para passageiros e não para mercadoria.

21 - O TGV tira passageiros aos aviões.

22 - A área de influência de dois aeroporto - Norte e Sul - é superior à influência de um aeroporto central.